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Casos de hepatite A em SP no primeiro semestre já superam total de registros de 2025

redacao by redacao
24/07/2026
in Últimas Notícias
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Casos de hepatite A em SP no primeiro semestre já superam total de registros de 2025
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Casos de hepatite A crescem no estado
A quantidade de casos de hepatite A no estado de São Paulo está em alta significativa desde 2022. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, foram registrados 1.880 casos da doença no primeiro semestre deste ano, quantidade superior ao total contabilizado em todo o ano de 2025, quando houve 1.663 notificações.
A escalada vem sendo observada nos últimos anos. Em 2022, foram 294 casos. O número saltou para 985 em 2023, chegou a 1.176 em 2024 e continuou crescendo até atingir o patamar atual.
Enquanto isso, os registros de hepatites B e C apresentam trajetória de queda no estado. A hepatite B passou de 2.488 casos em 2022 para 2.124 em 2025, uma queda de 14,6% em três anos. Já a hepatite C recuou de 3.405 para 2.722 no mesmo período, redução de 20,1%.
🔎 A hepatite A é uma infecção causada por vírus e transmitida principalmente por via fecal-oral, associada a más condições de higiene e saneamento ou de forma sexual. A principal forma de prevenção para a hepatite A é a vacinação.
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem permanecer sem sintomas por longos períodos. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem cansaço, mal-estar, febre, dores abdominais, náuseas, vômitos, urina escura e pele e olhos amarelados.
Estado vê cenário de forte avanço da hepatite A
A diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria da Saúde estadual, Alessandra Lucchesi, afirma que a hepatite A é a única entre as principais hepatites virais que apresenta crescimento consistente dos casos.
Enchentes e enxurradas com água contaminada podem transmitir hepatite A
Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Segundo ela, o aumento tem causas múltiplas. Entre os fatores apontados estão enchentes e enxurradas com potencial de contaminação da água, consumo de água e alimentos contaminados, compartilhamento de seringas e agulhas e práticas sexuais que favoreçam a transmissão fecal-oral.
A especialista afirma que o número atual de casos já supera inclusive os registros observados durante a epidemia de hepatite A registrada no estado em 2017.
“O que observamos é um aumento elevado do número de casos, que pode caracterizar um ano epidêmico para hepatite A”, afirmou a diretora.
Apesar disso, a secretaria não classifica a situação como uma epidemia em todo o território paulista.
Segundo ela, o crescimento está concentrado em determinadas regiões do estado, como Ribeirão Preto.
Guarulhos concentra atenção das autoridades
Na Grande São Paulo, Guarulhos é um dos municípios que mais chamaram a atenção das autoridades sanitárias neste ano.
De acordo com a secretaria, o município notificou um surto de hepatite A, mas os dados mais recentes indicam tendência de queda nos casos.
Fachada da UBS Ponte Grande, em Guarulhos, na Grande São Paulo
Google Maps/Reprodução
A Prefeitura de Guarulhos informou que o surto permanece sob monitoramento e que ainda é cedo para declarar oficialmente o encerramento do problema.
As investigações apontam forte associação com possível contaminação da água como hipótese para a origem do surto. Entre as medidas adotadas estão a intensificação da vigilância epidemiológica, ações de orientação à população, investigação de casos e vacinação seletiva de contatos de pessoas infectadas.
Vacina é uma das principais formas de prevenção
Vacina contra a hepatite A
Instituto Butantan/Divulgação
Atualmente, a vacina contra hepatite A integra o calendário infantil do SUS e é aplicada em dose única aos 15 meses de idade.
Também existe vacinação para grupos específicos de adultos, como pessoas imunossuprimidas, transplantados e usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP).
Especialistas também recomendam medidas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e após usar o banheiro, além de consumir água de procedência conhecida e higienizar corretamente alimentos.
Julho Amarelo leva ações para a população
Durante o Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, municípios da Grande São Paulo reforçam ações de prevenção, vacinação e testagem.
Em Diadema, a prefeitura promoveu uma programação com 19 atividades ao longo do mês. Entre elas, uma roda de conversa voltada a manicures, profissionais que trabalham com materiais perfurocortantes e podem ajudar a disseminar informações sobre prevenção das hepatites B e C.
Segundo a prefeitura, as ações buscam alertar sobre a importância da testagem, da vacinação e dos cuidados para evitar a transmissão das doenças.
Na capital paulista, a Secretaria Municipal da Saúde informou que as Unidades Básicas de Saúde reforçaram a oferta de exames para ampliar o diagnóstico precoce, principalmente das hepatites B e C, que frequentemente não apresentam sintomas.
A pasta também destaca a vacinação contra a hepatite B, indicada para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/07/24/casos-de-hepatite-a-em-sp-no-primeiro-semestre-ja-superam-total-de-registros-de-2025.ghtml

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